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Revolut e cripto explicados
A Revolut reúne a negociação de cripto ao lado da sua conta à ordem numa única aplicação, parecendo uma funcionalidade bancária. Jurídica e operacionalmente é uma realidade distinta, com os seus próprios termos de custódia e levantamento.
O que a Revolut realmente oferece
A Revolut detém uma licença bancária europeia para pagamentos, mas o serviço de cripto é gerido por uma entidade separada dentro do grupo, operando ao abrigo da regulamentação aplicável. Na aplicação, compra uma posição em bitcoin ou noutras moedas que o grupo detém em seu nome.
Parece rápido porque o seu saldo já se encontra na mesma aplicação: sem transferências separadas, sem novos inícios de sessão. É precisamente essa conveniência que leva muitos utilizadores a optar pela Revolut para o seu primeiro contacto com o mercado cripto.
Custódia: está em seu nome?
Enquanto as moedas permanecem na Revolut, detém um direito de crédito sobre o prestador de serviços, e não a moeda numa carteira com uma chave que só você conhece. Assemelha-se a um saldo numa conta: está lá, mas não é o mesmo do que deter as chaves privadas.
O levantamento para uma carteira externa é geralmente possível, mas não está igualmente disponível para todas as contas ou moedas, podendo envolver condições próprias e tempos de espera. Verifique os termos de levantamento atuais na aplicação antes de realizar transações de maior valor.
Onde se situam os custos
A cotação apresentada na aplicação não conta a história toda: juntamente com uma percentagem explícita, existe normalmente um diferencial (spread) incorporado no preço recebido em comparação com o preço de mercado. Esse spread é menos visível do que uma comissão explícita, mas afeta o seu rendimento da mesma forma.
É recomendável comparar o preço obtido com o preço de mercado no momento da ordem, para ter uma visão realista do custo total e não apenas da comissão declarada.
MiCA e supervisão em termos gerais
Desde a introdução do regulamento europeu MiCA, os prestadores de serviços de criptoativos ativos na UE necessitam de uma licença e devem cumprir regras de custódia, transparência e gestão de reclamações. Isto aplica-se também à entidade de um grupo como a Revolut que oferece o serviço de cripto.
Uma licença implica supervisão e salvaguardas mínimas, mas não constitui uma garantia contra desvalorização de preços ou insolvência do prestador. Leia os termos do próprio prestador para conhecer a cobertura exata do seu saldo.
Administração e fiscalidade
Para efeitos fiscais, a carteira e o histórico de compras são relevantes independentemente da aplicação utilizada. Mantenha registos das transações extraídos da própria aplicação, uma vez que as opções de exportação e o nível de detalhe variam segundo o prestador e podem alterar-se após uma atualização.
Quem realiza trocas frequentes entre moedas dentro da aplicação deve documentar também essas trocas internas; as autoridades fiscais tratam-nas geralmente como transações autónomas.
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Frequently asked questions
Possuo realmente bitcoin quando a compro através da Revolut?
Adquire uma posição que o prestador detém em seu nome. Apenas após o levantamento para uma carteira externa passa a deter a moeda com a sua própria chave.
Posso enviar os meus criptoativos da Revolut para a minha própria carteira?
Em termos gerais sim, mas não da mesma forma para todas as moedas ou contas; consulte os termos de levantamento atuais na aplicação.
Por que razão a cotação da Revolut parece por vezes mais elevada do que o esperado?
Para além da comissão declarada, existe habitualmente um spread incorporado no preço. Compare o preço que recebe com o preço de mercado no mesmo momento para ter uma visão realista.
Os criptoativos na Revolut são regulados da mesma forma que a minha conta à ordem?
Não, o serviço de cripto é prestado através de uma entidade separada sob regulamentação de criptoativos como o MiCA, enquanto a conta à ordem está coberta por uma licença bancária.
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