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Block #9

Precious metals

Metais na sua carteira

Os metais e a bitcoin são frequentemente apresentados como rivais, mas numa carteira complementam-se. A questão não é saber qual o ativo tangível que vence, mas em que proporção os detém e como controla essa combinação.

Wouter De ClerckWritten by Economieredacteur, LeuvenUpdated Checked by the editorial desk

Papéis por ativo

O ouro é o estabilizador, a prata o amplificador cíclico, o cobre uma aposta de crescimento na eletrificação e o paládio uma aposta tática no setor automóvel. A bitcoin adiciona um perfil assimétrico com a regra de oferta mais rígida de todas — razão pela qual merece a sua própria parcela em vez de substituir os metais.

A correlação não é constante

A correlação do ouro com as ações situa-se perto de zero ao longo de longos períodos, mas dispara em crises agudas de liquidez, quando os investidores vendem tudo o que é líquido. A bitcoin tem acompanhado as ações tecnológicas e a liquidez global há anos, pelo que os benefícios de diversificação a curto prazo são frequentemente sobreestimados. O cobre e a prata caem com as ações numa recessão.

Reequilibrar com regras

Defina ponderações e intervalos de referência (por exemplo, mais ou menos 20 por cento relativos), ou reequilibre num calendário uma ou duas vezes por ano para limitar custos e fricções fiscais. Transferir ganhos de uma posição em alta na bitcoin para o ouro é precisamente o mecanismo que modera ambos.

Os custos decidem o resultado

Os rendimentos dos ativos tangíveis perdem-se através de prémios, spreads, armazenamento, custos cambiais e de rollover. Como regra geral, mantenha o custo anual total da sua parcela de metais e cripto abaixo de um por cento.

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Frequently asked questions

A bitcoin pode substituir o ouro?

Para a maioria dos investidores não; os perfis de volatilidade diferem demasiado, pelo que se complementam.

Com que frequência devo reequilibrar?

Uma ou duas vezes por ano, ou quando uma posição ultrapassa o seu intervalo de referência.

As empresas mineiras são um substituto para o metal?

Não. São empresas com risco operacional e político; proporcionam alavancagem, não exposição pura.

Que percentagem do património pode ser investida em ativos tangíveis?

Geralmente entre 10 e 25 por cento para metais e cripto combinados, dependendo do horizonte e da tolerância ao risco.

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